OS DESAFIOS NA GÔNDOLA DO SUPERMERCADO

23/02

A gôndola é o objeto mais estudado pelas grandes marcas mundiais dentro de um supermercado. Estudos refinados são feitos permanentemente no mundo todo para que a performance de exposição de um produto cresça em desempenho.

Uma das técnicas mais modernas e que começa a ganhar escala no Brasil é o “neuromarketing”, que une Ciência e Marketing para tentar refinar a percepção em relação às escolhas do consumidor. “A ideia é que a gente consiga quase ‘ler a mente´ das pessoas e suas intenções de compra, para que as ofertas de produtos, cor de embalagem, disposição do produto no ponto de venda, design de displays, sejam mais certeiros ao atrair o consumidor.

A marca que consegue refinar esses aspectos certamente sai na frente, na disputa de mercado e em relação a seu concorrente”, relata Souvenir Zalla, diretor do Edge Group, empresa pioneira de um recurso conhecido como ‘eye-tracker” – rastreador ocular, no Brasil.

 

De olho no olho do consumidor

O eye-tracker é composto por equipamentos (hardwares) e programas (softwares) que são capazes de gravar vídeos a partir do rastreamento do olhar do consumidor. A partir de metodologias tradicionais de pesquisa de mercado, o sistema ‘eye-tracking’ é incluído em um ambiente de pesquisa mercadológica clássica, com o intuito de refinar a percepção sobre os estímulos cognitivos do consumidor, gerando vídeos que registram as imagens de onde parte o olhar de quem está comprando algum produto. “As respostas dessas imagens são submetidas a análises para mensurar, por exemplo, o tempo que o consumidor ficou diante  de determinada marca, qual foi a efetividade de um display promocional,  e claro, a disposição do produto na gôndola ou totem, dentre as principais possibilidades”, explica Zalla.

O empresário relata ainda, que esses recursos geram estatísticas valiosas e seus resultados, associados a uma visão e experiência de Marketing, são utilizados para lançamento de novos produtos, para validar troca de embalagens e, claro, aumentar as vendas no varejo.

 

Como funciona

Um sensor infravermelho identifica a íris ocular do consumidor participante da pesquisa, que pode estar instalado, por exemplo, em um monitor de TV que projeta uma gôndola fictícia, mas também pode estar equipado com um óculos, cujas lentes gravam todo o campo de visão deste consumidor, mas com a mobilidade de , por exemplo, passear em um supermercado. “O mote de pesquisa é que vai escolher o recurso eye-tracker que será mais eficiente para a investigação e a sensação que temos, ao aplicar o recurso no ambiente pesquisado, é que realmente estamos  quase a ler a mente daquelas pessoas”, brinca. Os óculos eye-tracker são os mais indicados para pesquisas dentro de lojas, supermercados e shoppings.

 

Grandes marcas

As marcas mundiais costumam oferecer recursos e orientações aos pontos de venda mais estratégicos, onde suas marcas podem ganhar competitividade no volume de vendas. Por isso, é importante que os estabelecimentos estejam abertos a sugestões do distribuidor, porque por trás daquela marca mundial, mesmo que seja um produto de baixo valor agregado, há muito investimento em pesquisa e que servem para vender mais, e isso, certamente vai favorecer a todos, e em especial, o dono do supermercado.

 

Por Sandra de Angelis – Assessoria de Imprensa Bem Brasil Alimentos

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