Gastronomia: Meu bem, meu mal.

28/06
A gastronomia tem várias áreas de especialização. Quem vê um chef manejando as panelas em um programa de TV raramente sabe que ele até entende um pouco de tudo, mas tem sempre algo no qual é especialista. Um chef pode ser imbatível em doces, outro em pães, massas e carnes vermelhas ou brancas e, ainda há os que se especializam em molhos e acompanhamentos.

Hoje em dia existem até chefs especializados em Comunicação. São aqueles que preparam alimentos para publicidade e propaganda. São diferentes técnicas para dar à foto a aparência de um alimento fresco. Por exemplo, um filet de ‘dar água na boca’ foi untado com mel e shoyo para ficar brilhando. Há profissionais do setor que dão consultorias a restaurantes para melhorar a apresentação de um cardápio ou sua peça publicitária.

Essa profissionalização da gastronomia no Brasil pode-se dizer que teve início em 1999, quando a Faculdade Anhembi/Morumbi abriu as portas para o primeiro curso de Gastronomia do país. Renomados chefs de cozinha como o francês Erick Jacquin, conhecido no País por sua participação como jurado do reality show Masterchef; Manoel Beato, sommelier de vinhos e Silvia Percucci, cuja especialidade é a comida italiana, entre outros, foram alguns dos professores que passaram seus conhecimentos.

Nesta primeira turma estava a mineira de Belo Horizonte, MG, Djenane Cerqueira Dias, 42 anos, que após ter feito o curso de cozinha no Senac, aos 18, já buscava se especializar na profissão. ‘”Foi lendo uma revista de culinária que descobri o curso e não tive dúvidas, me inscrevi e fiz as malas”, conta a hoje proprietária do L’Eessence Gastronomia, que há 10 anos é voltado à produção de doces finos e bolos para festas e eventos em BH.

Mas o caminho a ser percorrido não foi fácil. A maioria das pessoas que procura um curso de gastronomia, embaladas pelo sucesso das atuais estrelas da cozinha nacional e internacional, acredita que o sucesso e o dinheiro são imediatos. O trabalho é pesado, é preciso lavar vasilhas, lavar a cozinha, picar os alimentos, ficar em pé o dia inteiro, quase não há vida social; nas datas comemorativas há muito trabalho cansativo e puxado.

A chef mineira ressalta que o fundamental nesta profissão é procurar estudar sempre. Ela tem em seu extenso currículo, além de renomados restaurantes nacionais, uma passagem pela maior escola de gastronomia do mundo a Le Cordon Bleu(*), fundada em Paris em 1895 e até hoje é sinônimo de excelência. “Eu estava em Londres, Inglaterra, visitando meu irmão, após o fechamento no Brasil, da multinacional Cuisine Solutions, onde eu trabalhava,   e com a indenização, fui me aprimorar. Minha paixão é o chocolate e então, decidi aprender a técnica da flor de chocolate que é posta em cima de uma torta. Lá você pode pagar por apenas um dia de curso e ter aulas com os demais alunos de todo o mundo  que fazem o curso completo. Lá é possível você ter apenas uma aula para aprender a desossar um frango”, explica Djenane.

Após esta passagem por Londres, ela procurou o seu ex-professor de Gastronomia Carlos Alves, chefradicado em Mazeres, Sul da França, proprietário de uma boulangerie e patisserie, pequena padaria que faz e vende pães e doces. Lá trabalhou por um ano. Voltou a São Paulo e trabalhou com Fabrice Lenud na Patisserie Douce France.

A importância de estudar e pesquisar novas técnicas é defendida veementemente pela chef, que ainda na faculdade já trabalhava em buffets. “Hoje há muito material online. No Instagram há vídeos incríveis que te ensinam novas e diferentes técnicas. Aprendo novidades do mundo inteiro, da Grécia à França”, recomenda Djenane.

Se por um lado a crise financeira do país está impedindo o crescimento das empresas, é hora de inovar. Além de ministrar aulas e cursos, a chef quer investir no mercado diet de doces. “Percebi que no Brasil os doces diet não têm a apresentação delicada dos franceses; estou em busca de médicos e nutricionistas para consultorias. Não é fácil fazer este tipo de doce”, afirma. Por fim, dá um último conselho para quem quer seguir a profissão: “É preciso ter “horas de voo”, mas o que importa é estar feliz com a profissão que escolheu. A gastronomia é onde eu me encontro”, confessa.

“Le Cordon Bleu”
Fundado em Paris em 1895, o Le Cordon Bleu é considerado o guardião da técnica culinária francesa de mais de 500 anos, por meio de seus programas culinários. É uma rede de renome mundial de instituições educacionais dedicada a fornecer o mais alto nível de instrução culinária e hospitalidade por meio de programas de classe mundial.
20 mil estudantes de mais de 100 nacionalidades são treinados anualmente em seus mais de 35 institutos, em 20 países. Em menos de um ano, é possível obter Le Grand Diplôme Le Cordon Bleu, reconhecido mundialmente por profissionais culinários.
Seus alunos possuem uma variedade de atuação, incluindo cozinhas de restaurante, catering, restaurante e hotelaria, jornalismo, consultoria, serviço de alimentação, estilo de alimentos e educação.
Le Cordon Bleu oferece também restaurantes, bem como padarias e cafés sob a sua marca.

Por Assessoria de Imprensa Bem Brasil Alimentos.
www.bembrasil.ind.br

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