A importância das refeições em família

07/02

Cada vez mais, as atividades do dia a dia dificultam que a família possa se reunir nas refeições. E quando isso acontece, muitas vezes os momentos passados juntos são compartilhados com celulares, games, TV, tablets… quase impossível iniciar uma conversa da qual todos possam participar. Entretanto, é muito importante fazer pelo menos uma das refeições do dia em família, e sem o uso de dispositivos eletrônicos.

Não se trata de saudosismo: Anne Fishel, terapeuta familiar e professora da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, baseia-se em mais de 15 anos de estudos e pesquisas na América do Norte, Europa e Austrália para afirmar que “jantar em família” é bom para a saúde física e mental, para desenvolver a autoestima e hábitos saudáveis, além de contribuir decisivamente para a educação de crianças e adolescentes.

Em artigo publicado no Sistema Informativo da Arquidiocese do México e divulgado em janeiro pela ACI Digital (Agência Católica de Informação), ela avalia que, se as famílias se reunissem mais vezes para compartilhar os alimentos no café da manhã, no almoço ou no jantar, seu trabalho como terapeuta já não seria tão necessário, porque “foi demonstrado que os membros das famílias que compartilham, sofrem menos de estresse e se sentem muito mais unidos”.

Fishel é uma das fundadoras do The Family Dinner Project (Projeto Jantar em Família), uma organização não-governamental que existe há 15 anos nos Estados Unidos, mas que só se tornou conhecida na América Latina nos últimos anos. Formada por um grupo multidisciplinar de estudiosos e especialistas, a ONG tem como objetivo divulgar o que muitos pais e mães já descobriram na prática: os benefícios de realizar refeições em família.

Segundo os estudos citados por Anne Fishel, as vantagens de almoçar ou jantar em família são muitas. Do ponto de vista educacional, as crianças adquirem vocabulário, especialmente de palavras “raras” – aquelas com as quais não estão acostumadas, mas que passam a ouvir nas conversas da família ao redor da mesa. “A conversa que acontece ao redor da mesa aumenta de modo significativo o vocabulário das crianças, inclusive mais do que ler contos antes deles dormirem e, além disso, melhora seu rendimento escolar”, afirma.

Os estudos comprovam também que os adolescentes que fazem refeições em família estão menos propensos a ter problemas alimentares ou de depressão, e têm menos chances de se envolverem com drogas e bebida alcóolica.

Na alimentação, crianças e adolescentes que realizam pelo menos sete refeições em família por semana adquirem o hábito de comer mais frutas e vegetais. Trata-se de um hábito mesmo, ou seja, mesmo quando estão na escola ou em companhia somente dos amigos, eles tendem a escolher melhor os alimentos e a evitar as “porcarias”. Os benefícios são ainda maiores quando os filhos são envolvidos no planejamento e na preparação dos alimentos.

Além de tudo isso, claro, jantar em família melhora o relacionamento entre pais e filhos. Fishel aconselha que, durante as refeições, os pais contem histórias sobre a família porque “aqueles que conhecem o passado da sua família têm uma maior autoestima”. A conversa à mesa familiar também pode ser sobre como foi o dia de cada um, algum evento interessante que ocorreu no dia, uma anedota ou um caso engraçado. Uma conversa natural, que seja envolvente para todos: adultos e crianças.

Se a sua família ainda não tem esse hábito de fazer as refeições junto, é hora de começar! Pode ser o café da manhã, o almoço ou o jantar, desde que seja um tempo voltado somente para isso, sem interferência dos já citados celulares e games. Também é importante destacar que a “família” é o grupo de pessoas que convive, podendo envolver avós e tios, ou ser restrita apenas à mãe ou ao pai com filhos.

Saiba mais sobre o “Projeto Jantar em Família” no site http://thefamilydinnerproject.org

Por Ana Cosenza – Assessoria de Imprensa Bem Brasil

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